Como Fazer Corretamente o Dry Hopping na Sua Cerveja

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Se você está pensando em dar aquela caprichada nos aromas da sua cerveja, sem dúvida, sua melhor opção é fazer um dry hopping. Mas aposto que é aí que surge aquela dúvida: afinal de contas, como fazer corretamente o dry hopping na minha cerveja?

Sim cervejeiro, é justamente para te auxiliar nessa empreitada que escrevi esse post, portanto, pode ficar tranquilo. 🙂

E antes de começar a tratar diretamente dessa técnica simples, porém, poderosa, não podemos deixar de reconhecer a versatilidade e as inúmeras funções que o lúpulo nos proporciona, seja ela tanto no amargor, no aroma, no sabor ou, como em alguns casos, em todos os três conjuntamente.

Como Fazer Corretamente o Dry Hopping

(foto zolakoma)

Basicamente o dry hopping consiste em adicionar uma quantidade extra de lúpulo na nossa cerveja, após a fermentação, com o objetivo de proporcionar um melhor aproveitamento dos seus óleos essenciais, e consequentemente, intensificar os aromas de lúpulo na nossa cerveja.

E como os óleos essenciais são bastante voláteis e durante a fervura eles tendem a perder suas características rapidamente, além das adições de lúpulo com essa finalidade perto do final da fervura, o dry hopping se torna uma excelente opção para se obter um melhor aproveitamento desses óleos essenciais, e assim, extrair o máximo de aroma em nossa cerveja.

E aqui cabe uma observação importante: o dry hopping não irá adicionar nenhum amargor a sua cerveja, até porque, para que ocorra a isomerização dos alfa ácidos é imprescindível que o lúpulo seja submetido ao processo de fervura, como nós vimos nesse post, lembra?

Como Fazer Corretamente o Dry Hopping

Bem, os procedimentos para a realização do dry hopping são relativamente simples, no entanto, para que você possa ter um excelente aproveitamento dessa técnica é importantíssimo se atentar a alguns detalhes.

Assim, antes de iniciarmos os procedimentos de como fazer corretamente o dry hopping, vou te orientar quanto a alguns fatores e detalhes essenciais que fazem bastante diferença na aplicação dessa técnica, começando por…

Qual o melhor momento para se fazer o dry hopping?

A verdade é que existem três momentos onde podemos proceder com o dry hopping, sendo eles: na fermentação, após a fermentação secundária ou direto no barril.

No entanto, dentre essas três opções, o melhor momento para se fazer o dry hopping é logo após a fermentação secundária e antes de baixar a temperatura para a maturação.

Essa se torna a melhor opção, pois, como a atividade/produção vigorosa de CO2 da fermentação já se concluiu, não teremos problemas de eliminação dos aromas provenientes do dry hopping junto com o CO2, além do que, a presença do álcool e o baixo pH irão contribuir para que qualquer contaminação fique longe da nossa cerveja durante a aplicação dessa técnica.

E em se falando de contaminação…

Muitos cervejeiros ficam com receio da utilização direta do lúpulo, pois, como os lúpulos não estariam sanitizados supostamente causaria uma possível contaminação em sua cerveja.

No entanto, a verdade – e o que é sempre bom ter em mente se caso pintar essa dúvida – é que devido ao lúpulo ser um agente bacteriostático ele não é um dos melhores ambientes para a maioria dos contaminantes se alojarem, e isso somado a presença do álcool, o baixo pH e a falta de açucares, no caso da adição após a fermentação secundária, já são suficientes para inibir o crescimento desses contaminantes. 😉

Portanto, pode ficar tranquilo quanto a sanitização do lúpulo, todavia, tudo o mais que entrar em contato com a cerveja durante o dry hopping deverá estar devidamente sanitizado.

Qual a melhor temperatura para se fazer o dry hopping?

Sabendo que o objetivo do dry hopping é justamente proporcionar uma maior extração dos óleos essenciais do lúpulo, e quanto mais alta a temperatura melhor será a eficiência dessa técnica, uma ótima faixa de temperatura para se fazer o dry hopping fica entre 16-25ºC.

E isso, complementa justamente a opção de se fazer o dry hopping logo após a fermentação secundária e antes de iniciar a maturação, pois, a cerveja já está dentro da faixa de temperatura adequada para a aplicação dessa técnica.

E por quanto tempo?

Uma média de tempo segura e adotada de uma forma geral é de 3 a 14 dias, porém, alguns fatores podem influenciar nessa quantidade de tempo, tais como: tipo de lúpulo utilizado, temperatura, quantidade de lúpulo e objetivos com o dry hopping.

Todavia, é sempre bom observar que quanto maior a temperatura – dentro da faixa citada acima -, melhor será a extração dos óleos essenciais, e consequentemente, menor será o tempo de espera.

Assim, nessas condições, um tempo entre 5-7 dias já é o suficiente.

E aqui cabe outra observação…

Não deixe o lúpulo por muito tempo em contato com sua cerveja, pois, as chances de se extrair alguns aromas indesejáveis, que remetem a gramíneos e vegetais, são muito grandes.

Quais os tipos de lúpulo que podem ser utilizados no dry hoppyng?

Na hora de escolher os lúpulos, acima de tudo, é importante que você opte por lúpulos frescos e que possuam uma maior quantidade de óleos essenciais, podendo utilizar, tanto lúpulo em pellet quanto em flor.

E uma questão importante é a análise prévia dos objetivos que você está buscando na sua cerveja, para assim, efetuar a seleção dos lúpulos que melhor se enquadrem nesse aspecto.

Ah! Para te ajudar, no final dessa postagem eu coloquei uma tabela com alguns dos lúpulos mais utilizados no dry hopping para você consultar.

Qual a quantidade certa de lúpulo para o dry hopping?

Quanto mais, melhor! Brincadeira… Mas, com um fundo de verdade…rs

Alguns experimentos apontam valores chaves para nos nortear na quantidade de lúpulo para o dry hopping, numa faixa entre 28-56g para cada 19l de cerveja.

No entanto, o fator principal nesse quesito, que irá influenciar e muito nesses valores, é justamente a quantidade de aromas que você está buscando para sua cerveja.

Portanto, quaisquer valores dentro dessa faixa já é um bom começo, mas é claro, caso você queira iniciar a “brincadeira” com uma quantidade mais sutil, você poderá começar com adições de 15g para cada 20 litros, que já será um bom começo.

Ou se estiver buscando uma “porrada” de aroma, poderá optar por adições de 120g para cada 20 litros, sem problemas.

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Preciso trocar de balde para fazer o dry hopping?

Bem, encontramos em diversas fontes cervejeiras a recomendação de se fazer a troca de balde antes de iniciar o dry hopping, isso, devido às leveduras absorverem uma grande quantidade dos óleos essenciais, o que acaba assim, diminuindo a eficiência do dry hopping.

Portanto, não é que seja indispensável a troca de balde para iniciar o dry hopping, mas, no entanto, isso irá proporcionar uma eficácia ainda maior na aplicação dessa técnica.

Eu preciso usar uma Hop Bag?

Na verdade é recomendável a utilização sim de uma hop bag – devidamente sanitizada – para facilitar a remoção desses lúpulos posteriormente, assim como, para poder posicioná-lo melhor em sua cerveja.

Fazendo o dry hopping

Agora que já entendemos os fatores chaves para a aplicação do dry hopping, vou te mostrar os procedimento para se fazer corretamente o dry hopping:

1 – Primeiramente, analise e selecione os lúpulos mais adequados de acordo com os objetivos de aroma que você pretende intensificar em sua cerveja;

2 – Pese a quantidade desejada de lúpulo;

3 – Sanitize sua hop bag e coloque nela a quantidade de lúpulo pesado.
Dica: é essencial que você mantenha a hop bag no “meio” da cerveja, entre o fundo do balde e o topo do líquido. E para te ajudar nessa “façanha”, coloque umas bolinhas de gude (devidamente sanitizadas) na hop bag e prenda uma cordinha nela, depois, posicione a hop bag no meio da cerveja e prenda a outra ponta da cordinha fora do balde.

4 – Após a fermentação secundária, transfira a cerveja para outro balde devidamente sanitizado e coloque a hop bag (conforme a dica do item anterior).

5 – Deixe a cerveja numa temperatura entre 16-25ºC, por um período de 5-7 dias ou conforme os teus objetivos.

6 – Com o passar do período de dry hopping, retire o lúpulo da cerveja, feche o balde e conduza a maturação normalmente.

Pronto! Agora basta seguir com os procedimentos normais para a finalização da sua cerveja. =]

[Bônus] Tabelas de Lúpulos para Dry Hopping

Lúpulos para Dry Hopping

(foto Josh Delp)

E como prometido, para te auxiliar na escolha dos melhores lúpulos para seu dry hopping, segue uma tabela com algumas sugestões interessantes de lúpulos e suas características.

Melhores Lúpulos para Dry Hopping

Lúpulo Características de Aroma
Admiral Cítrico, Herbal
Ahtanum Floral, Cítrico, Pinho
Amarillo Floral, Cítrico, Frutado
Apolo Frutas Cítricas, Pinho
Azacca Cítrico, Manga, Pêra e Maçã
Boadicea Floral, Picante
Bravo Terra, Picante, Floral
Cascade Cítrico, Frutado, Floral, Picante
Centennial Cítrico, Floral
Chinook Picante, Pinho, notas de Grapefruit
Citra Frutado, Cítrico
Columbus Picante, Terroso, Herbal
Crystal Picante, Frutado, Terroso
Equinox Cítrico, Herbal
First Gold Cítrico, Frutado, Doce
Galaxy Cítrico intenso, Maracujá
Hallertau Mandarina Frutado, Cítrico
Hallertauer Mittelfrüh Floral, Terroso, Cítrico
Kent Goldings Cítrico, Floral
Motueka Limão, Lima, Frutas Tropicais
Nelson Sauvin Frutado, Groselha, Maracujá, Cítrico
Simcoe Citrico, Pinho, Amadeirado
Sorachi Ace Citríco, Limão, Semente de Coentro
Sterling Picante, Herbal
Strisselspalt Herbal, Terroso
Styrian Savinjski Golding Herbal, Picante
Summit Citrico (laranja, tangerina, grapefruit)
Tettnang Floral, Cítrico, Picante
TNT Maracujá, Uva e Frutas doce
Topaz Cítrico, Frutado
Vic Secret Maracujá suave, Abacaxi, Ervas, Pinho
Zeus Cítrico, Herbal, Pinho

Pois bem cervejeiro, que tal na sua próxima breja lupulada fazer um dry hopping seguindo essas dicas? Garanto que você irá gostar dos resultados…

E se ficou com alguma dúvida, tem alguma sugestão ou quer fazer qualquer ressalva então deixe seu comentário abaixo. 😉

Forte abraço e até breve.

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34 ideias sobre “Como Fazer Corretamente o Dry Hopping na Sua Cerveja

  1. Itamar

    Bom dia. Vou fazer uma weiss e usar lúpulo galena 20grs 15 minutos depois do inicio da fervura, para fazer o Dry hopping qual é o melhor lúpulo? Receita para 20l.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Itamar,

      Para uma Weiss o ideal é que seus aromas característicos de banana e cravo, sejam mais pronunciados que os provenientes do lúpulo, não sendo muito “a cara” desse estilo efetuar um dry hopping.

      Todavia, como o nosso objetivo como cervejeiro é experimentar, testar e reinventar (rs) acredito que o Amarilo é uma opção interessante.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  2. Eber Ferreira Filho

    Boa tarde David e seus seguidores, gostei muito das dicas, mas estou fazendo um pouco diferente, porque foi a maneira que melhor resultado obtive.
    Faço o Dry Hopping 5 (cinco) dias antes de engarrafar e passado este tempo faço o primming e engarrafo.
    Aguardo comentário e espero estar contribuindo.
    Abraços Eber Ferreira Filho.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Eber,

      Muito obrigado pela sua contribuição =)
      Me diz uma coisa, nesse caso você costuma fazer a maturação antes de proceder com o dry hopping?

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  3. Gustavo

    David,
    Parabéns pela iniciativa. Sempre como ótimas dicas.
    Sempre ouvi dizer que é preferível pellets e de lúpulos com AA elevados. Neste caso seria para evitar liberação de uma grande quantidade de tanino.

    Abraços

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Gustavo,

      Opa, eu que agradeço por fazer parte do Condado da Cerveja!

      Na verdade você poderá utilizar tantos lúpulos em pellets quanto em flor sem problemas, todavia, no caso do pellet devido as glândulas de lupulina já estarem rompidas isso irá acelerar um pouco a liberação dos aromas.

      Já com relação ao AA elevado, isso depende, porque o que contará mais nesse caso é a quantidade de óleos essenciais que o lúpulo possui, até porque, existem variações com uma baixa quantidade de AA e altas quantidades de óleos, assim como, outras com AA elevado e boas quantidade de óleos.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  4. George Medeiros Beserra

    Boa Noite,
    Tenho uma grande dúvida… usei cerca de 110g de Lupulo no meu utlimo Dry Hopping, tire-o e guardei no congelador…. será que posso reutiliza-lo em outra brassagem extraindo apenas o amargor? se sim…. quantos por % de ibu devo considerar que ainda existe nos lupulos já utilizados no Dry hopping.
    Muito Obrigado. Boa noite.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá George,

      Bem, você até pode reutilizá-lo em outra brassagem, todavia, ainda não se tem uma orientação específica para determinar essa quantidade de alfa ácido que continuará disponível para essa nova infusão, até porque, o que se tem hoje a respeito disso é ainda bastante intuitivo.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  5. Márcio Silva

    Boa noite,

    Há já lgum tempo que sigo os seus post’s e quero felicitá-lo pelo bom trabalho desenvolvido no âmbito da cerveja artesanal. 🙂
    Contudo, tenho uma pequena dúvida. Quando se refere á possibilidade de fazer dry-hopping após a fermentação secundária, significa após maturação? Tenho a ideia de que fermentação secundária, poderá ser chamada de maturação, pelo facto de baixarmos a temperatura, para faixas mais baixas (quando o sistema permite, claro ). Se for após a fermentação secundária (maturação) fizer dry.hopping, estarei com temperaturas bem mais baixas, algo a rondar os 6-10ºC, logo não me encontro na faixa óptima para efectuar o dry-hopping.
    Caso me possa esclarecer ficarei muito grato,

    Muito Obrigado e continuação de óptimo trabalho:)
    Abraço de Portugal

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Márcio,

      Muito obrigado, fico bastante contente em saber que os meus conteúdos estão sendo de grande valia para você.

      E poxa, fico feliz que a cada dia que se passa mais cervejeiros de Portugal estão fazendo parte do Condado da Cerveja 🙂

      Na verdade, a fermentação secundária a que me refiro seria a última fase de fermentação, também conhecida de estacionária, que é o momento onde as leveduras já concluíram uma boa parte dos seus trabalhos, entretanto, muitos dos subprodutos gerados durante a fermentação ainda estão presentes, e com isso, as leveduras começam a reabsorver esses subprodutos, onde para acelerar esse processo, o ideal é aumentarmos um pouco a temperatura do fermentador como explicado melhor nesse post acerca das fases da fermentação.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  6. Felipe

    O lúpulo não é bactericida e sim bacteriostático. Ele não elemina as bactérias mas faz com que o meio não fique favorável ao crescimento de bactérias.

    Responder
  7. GIANCLAY MARTELO

    David, mais uma vez parabéns! E muito obrigado! Segui as suas dicas e o resultado foi fantástico! Utilizei apenas 16g de lupulo columbus para 10l, pois fiquei em dúvida se poderia arriscar mais. Eu gostaria de fazer uma pergunta fora do contexto do artigo: nas minhas duas últimas levas de belgian pale ale, fiquei com a sensação de “efeito estufa” mais do as outras que eu fiz. O que pode ser?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Gianclay,

      Poxa que legal! Fico bastante contente com seus resultados, parabéns 🙂

      Para que eu possa entender melhor e poder te ajudar nessa sua dúvida, me diz uma coisa, como seria esse “efeito estufa”?

      Forte braço e ótimas cervejas.

      Responder
  8. antonio carlos zanettini

    Gostaria de saber se ao trocar de balde para fazer o dry hopping tem que deixar o air lock ?
    Trocando de balde há uma perde em torno de 3 l. quando etivermos engarrafando ficm mais 3l no balde perdendo assim 6l. É necessário acrescentar na fervura este volume para atingir os 20l ?
    obrigado

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Antonio,

      Não necessariamente, você poderá conduzir o dry hopping num balde sem airlock tranquilamente.

      Na verdade para compensar essa perda o ideal é você fazer os ajustes na receita como um todo, para assim, não ter perda de eficiência e/ou mudar o perfil sensorial dela.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Fernando,

      O que você pode fazer é optar por um fio mais fino e resistente para segurar a bag, ao invés dos barbantes grossos, que nesses casos você poderá utilizar um fio de nylon ou até mesmo um fio dental simples.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  9. Thiago

    Buenas David.
    Uma dúvida, no caso eu que não tenho balde reserva para a troca e também não possuo hop bag, posso adotar o seguinte procedimento:
    – Fermentação primária,
    – Fermentação secundária,
    – Maturação a frio uns 8°c
    – (Depois da maturação posso subir a temperatura para uns 18 graus para do Dry hop) fazer esse dry hop de uns 3-4 dias + clarificação a frio de uns 5 dias?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Thiago,

      A falta de outro balde não tem problema – claro que se tivesse outro seria melhor rs -, todavia, você poderá fazer o dry hopping no mesmo balde sem problema.

      Já com relação a hop bag eu recomendaria você adquirir uma (ou montar com voil), pois ela irá te ajudar bastante na hora de remover esse lúpulo principalmente nesse caso onde você não irá efetuar a troca de balde.

      Quanto ao momento, a melhor prática seria você efetuar logo após a fermentação secundária, mesmo não trocando de balde.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  10. Wilane Carlos da Silva

    Olá David, primeiramente, parabéns pelo post!

    Tenho uma dúvida semelhante do colega acima. Sei que você disse várias vezes que é melhor realizar o Dry Hopping logo após a fermentação secundária. Mas tenho duas perguntas:

    1) O Dry Hopping faz parte da maturação? Ou seja, se eu planejar fazer a maturação por 20 dias e o Dry Hopping por 10, meu total de maturação + Dry Hopping será 20 dias?

    2) Qual seria o problema de fazer: fermentação secundária –> maturação –> Dry Hopping –> Clarificação –> Engarrafamento? Dessa forma o Dry Hopping ficaria mais próximo do engarrafamento e o mosto perderia menos aromas até ser engarrafado.

    Obrigado!

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Wilane,

      Eu que lhe agradeço por fazer parte do Condado da Cerveja 😀

      Vamos as tuas dúvidas:

      1) O Dry Hopping faz parte da maturação? Ou seja, se eu planejar fazer a maturação por 20 dias e o Dry Hopping por 10, meu total de maturação + Dry Hopping será 20 dias?
      Dependendo da fase que você pretende fazer o Dry Hopping ele entrará para essa contagem sim.

      2) Qual seria o problema de fazer: fermentação secundária –> maturação –> Dry Hopping –> Clarificação –> Engarrafamento? Dessa forma o Dry Hopping ficaria mais próximo do engarrafamento e o mosto perderia menos aromas até ser engarrafado.
      Na verdade, não existe problema em agir dessa forma, isso tudo vai depender do tipo, estilo de cerveja e objetivos que você está buscando para aquela determinada cerveja.

      Para você ter uma ideia, é muito comum nas American IPA – quando se quer uma explosão de aromas – proceder com um dry hopping após a fermentação secundária, proceder com a maturação e clarificação e depois, antes do envase, fazer um novo dry hopping para reforçar os aromas.

      A adição após a fermentação secundária e numa temperatura mais alta tende a maximizar a eficiência do dry hopping, sem contar que é uma das formas mais práticas para se executar essa técnica.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  11. Carlos

    Bom artigo!! Da pra ter uma boa base.

    Basta apenas corrigir o verbo surgir na oração:

    “Mas aposto que é aí que surgi aquela dúvida: afinal de contas, como fazer corretamente o dry hopping na minha cerveja?”

    Responder
  12. Felipe Bonesi Alvarenga

    Boa noite David, parabéns pelo postar. Muito bom!!. Me responda uma coisa. Se fala muito aqui de fermentação secundária.
    Me explique o que seria e como saber quando estamos nessa etapa de fermentação secundária. Obrigado abraço

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Felipe,

      Muito obrigado.

      Claro! Bom, a fermentação secundária é quando as leveduras já cumpriram uma boa parte do seu trabalho, ou seja, já metabolizaram a maior parte dos açúcares presentes no mosto, dando inicio assim, a reabsorção dos subprodutos gerados durante a fermentação.

      E nesse post “Aprenda sobre o Processo de Fermentação“, eu explico mais acerca da fermentação e suas fases, tal como, a melhor forma de conduzir a etapa de fermentação secundária. 😀

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  13. Erik Domiciano

    Olá David!

    Ótimas dicas e que será proveitoso sim para tomada de decisão sobre a técnica de DH pela primeira vez, apesar de estar acima de 20 brassagens.

    Tenho 2 IPAs que irei fazer. Uma em torno de 60 IBUs e outra Session. Mas existe alguns detalhes que gostaria que comentasse para assumir as técnicas para elas.

    Conversei com um Mestre Cervejeiro e ele me disse que eu poderia fazer DH por 15 dias e sem Bag, achei estranho e ele me disse que eu poderia fazer sem problemas. O que acha?

    E outra técnica que me interesso muito e curioso em fazer, porém poucas informações a respeito seria o Tea Hopping. O que acha dessa técnica, resultados dela e uso do álcool de cereal ou vodka para ela?
    (Tenho fermentador cônico de 100 L).

    Muito obrigado pela atenção e ansioso pela resposta.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Erik,

      Opa, muito obrigado 😀

      Pois é, nessa questão de usar ou não a hop bag muitos cervejeiros se dividem, até porque…

      Posso usar a hop bag? Pode.
      Posso não usar a hop bag? Pode, também.

      Eu particularmente uso e recomendo justamente pela facilidade e praticidade na aplicação dessa técnica, assim como, na remoção do lúpulo posteriormente.

      Agora, muito cervejeiros não gostam de usar a bag, eu até já testei algumas vezes dessa forma, mas não gostei muito rs.

      Portanto, o melhor é você testar esses dois métodos e verificar em qual deles você terá o melhor resultado e experiência.

      Ah! Fique atento que logo logo sairá um post bem bacana falando sobre essa outra técnica de lupulagem.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder

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