Como Produzir uma India Pale Ale (IPA) em Casa

Se você, assim como eu, for um cabeça de lúpulo assumido com certeza tem as IPA’s dentre os estilos de cerveja preferidos. Agora, que tal aprender um pouco mais acerca de como produzir uma India Pale Ale (IPA) na sua panela cervejeira?

Bom, pode ficar tranquilo que nesse post não vou te encher com histórias e mais história acerca desse estilo – quem sabe num outro post -, aqui nós vamos direto ao ponto: como produzir uma ótima India Pale Ale em casa. 🙂

como produzir uma indian pale ale em casa

Os tipos de IPA e suas diferenças

Para começar, é importante observarmos algumas diferenças encontradas entre os três grandes tipos de IPA, que são: English IPA, American IPA e a Imperial IPA.

Sim, atualmente encontramos muitas outras variações desse estilo – Black IPA, Session IPA, Wit IPA… – as quais se distinguem por sua cor, levedura utilizada e teor alcoólico, entretanto, tais variações são derivadas desses três grandes grupos de IPA – English, American e a Imperial.

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Lupulagem de Primeiro Mosto – First Wort Hopping

Bastante simples de se fazer e com resultados interessantes, a Lupulagem de Primeiro Mosto (First Wort Hopping) consiste em adicionar uma quantidade de lúpulo na panela de fervura, logo que se iniciar a transferência do mosto da panela de brassagem para a de fervura, com a intenção de:

– Proporcionar um amargor mais uniforme;

– Contribuir para um maior equilíbrio na relação entre dulçor x amargor;

– E, favorecer para um aroma mais refinado na cerveja.

E aí Cervejeiro, buscando essas características em sua próxima cerveja?

Então vamos direto ao ponto e observar alguns detalhes interessantes dessa técnica…

Lupulagem de Primeiro Mosto

Como Fazer a Lupulagem de Primeiro Mosto – First Wort Hopping?

Como mencionado logo no início desse post, para se fazer a Lupulagem de Primeiro Mosto basta fazer a primeira adição de lúpulo no mosto logo antes do início da fervura, ou seja, em vez de aguardar o início da fervura para se fazer a primeira lupulagem, você já a faz logo quando o mosto é aquecido para a fervura.

E com isso, surge a seguinte dúvida…

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Como Fazer Corretamente o Dry Hopping na Sua Cerveja

Se você está pensando em dar aquela caprichada nos aromas da sua cerveja, sem dúvida, sua melhor opção é fazer um dry hopping. Mas aposto que é aí que surgi aquela dúvida: afinal de contas, como fazer corretamente o dry hopping na minha cerveja?

Sim cervejeiro, é justamente para te auxiliar nessa empreitada que escrevi esse post, portanto, pode ficar tranquilo. 🙂

E antes de começar a tratar diretamente dessa técnica simples, porém, poderosa, não podemos deixar de reconhecer a versatilidade e as inúmeras funções que o lúpulo nos proporciona, seja ela tanto no amargor, no aroma, no sabor ou, como em alguns casos, em todos os três conjuntamente.

Como Fazer Corretamente o Dry Hopping

(foto zolakoma)

Basicamente o dry hopping consiste em adicionar uma quantidade extra de lúpulo na nossa cerveja, após a fermentação, com o objetivo de proporcionar um melhor aproveitamento dos seus óleos essenciais, e consequentemente, intensificar os aromas de lúpulo na nossa cerveja.

E como os óleos essenciais são bastante voláteis e durante a fervura eles tendem a perder suas características rapidamente, além das adições de lúpulo com essa finalidade perto do final da fervura, o dry hopping se torna uma excelente opção para se obter um melhor aproveitamento desses óleos essenciais, e assim, extrair o máximo de aroma em nossa cerveja.

E aqui cabe uma observação importante: o dry hopping não irá adicionar nenhum amargor a sua cerveja, até porque, para que ocorra a isomerização dos alfa ácidos é imprescindível que o lúpulo seja submetido ao processo de fervura, como nós vimos nesse post, lembra?

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Problemas com uma Baixa Atenuação da sua Cerveja?

Bem cervejeiro, antes de começarmos a analisar os “problemas” que influenciam diretamente numa baixa atenuação da cerveja, vamos entender o que é e como funciona a atenuação do nosso mosto.

Assim, podemos entender como atenuação a redução do extrato inicial do  mosto, conforme as leveduras vão metabolizando os açucares presentes durante a fermentação, transformando-os assim, em álcool e CO2.

(foto Mike)

(foto Mike)

E para se calcular essa atenuação, que chamamos de aparente, utilizamos basicamente o extrato inicial e o extrato final aparente, que por consequência, nos traz uma indicação de como foi e/ou como está sendo a fermentação da nossa cerveja.

Todavia, vale compreendermos também que existe uma atenuação real, a qual se leva em consideração o extrato final real obtido, tendo como base o conteúdo alcoólico, desempenho da levedura e açucares residual, o qual influencia diretamente no equilíbrio da nossa cerveja.

E dentre os “mistérios” ligados a fermentação, o que deixa muitos cervejeiros de cabelo em pé, é sem dúvida a gravidade final (FG) da sua cerveja.

Não somente por sua definição ou entendimento, mas por ser uma das coisas mais árduas de atingimos no começo da nossa jornada cervejeira. Às vezes fica acima do esperado, outras vezes abaixo, mas dificilmente dentro do estimado.

E se você está enfrentando esses problemas e não sabe como resolver, agora você já pode se acalmar… =)

Afinal de contas, nesse post vamos analisar alguns fatores e erros que afetam diretamente a atenuação da sua cerveja e , claro, a como evitá-los.

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BeerSmith 2.3 e suas Melhorias

Depois de um longo período de espera, foi finalmente liberada a atualização do software cervejeiros mais utilizados no mundo, que além de melhorias significativas e correções de vários bugs, ganhou também uma repaginada em sua interface: o BeerSmith 2.3.

E nesse post vamos analisar as diversas melhorias encontradas nessa atualização e como utilizá-las corretamente.

BeerSmith 2.3

Ah! A versão 2.3 do BeerSmith poderá ser baixada através do link abaixo e os procedimentos para traduzir o BeerSmith 2.3 para o Português está logo mais nesse post:
BeerSmith 2.3

BeerSmith 2.3 e suas Mudanças

Uma nova Guia chamada Session

Na área de elaboração de receitas, a guia que antes trazia o nome de “Fermentação” foi substituída por uma nova chamada “Session“, que traz novos campos e informações, além é claro, das informações anteriores.

Guia Session

Agora na guia “Session” ficou muito mais fácil compararmos os valores medidos e os estimados em nossa receita, no que se refere a densidade original, tamanho de lote, volume de engarrafamento, densidade final, entre outros, pois, os campos que representam os valores “medidos” ficam realçados em amarelo até que os valores reais sejam preenchidos.

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Como Armazenar os Insumos Cervejeiros

Quando começamos a nos aprofundar nas técnicas e etapas para produzirmos excelentes cervejas em casa, volta e meia esbarramos nos princípios que norteiam a qualidade da nossa cerveja, sendo um deles a qualidade e frescor dos ingredientes utilizados.

No entanto, em muitos casos, para que possamos economizar um pouco de dinheiro – tanto em relação ao frete quanto pelo desconto, e/ou garantir um estoque de determinado insumo-, somos levados a comprar os insumos em grandes quantidades, sendo assim imprescindível saber como armazená-los corretamente.

Com isso, te faço uma pergunta: será que você está sabendo como armazenar os insumos cervejeiros corretamente?

Armazenando Corretamente os Insumos Cervejeiros

Assim, para lhe auxiliar nesse aspecto, vou lhe mostrar a forma correta de como armazenar e preservar seu malte, lúpulo e levedura, além de te ensinar a mensurar alguns fatores fundamentais quanto a perda de eficiência de determinado ingrediente com o passar do tempo.

Ah! Não se engane, mesmo que você não pretenda armazenar os insumos por muito tempo, é importante seguir algumas dessas dicas para garantir uma boa cerveja e, claro, não perder dinheiro.

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Como Fazer Corretamente o Starter do Fermento

É muito comum no início da nossa jornada cervejeira sempre associarmos uma certa complexidade ao termo “Starter do Fermento”, todavia, fazer o starter da levedura é bem mais simples do que parece Sem contar que, se você está buscando trabalhar com levedura líquida, reutilização da lama ou até mesmo dar aquela economizada no fermento, aprender a como fazer corretamente o starter se torna essencial.

Assim, nesse post vou te ensinar os fundamentos e os cuidados necessários para que você possa conduzir corretamente a propagação do seu fermento.

Aprenda a Fazer o Starter do Fermento
Bem, o Starter nada mais é que uma fermentação em pequena escala, onde buscamos a ativação e multiplicação das leveduras inoculadas para que elas possam, posteriormente, nos proporcionar uma fermentação saudável do nosso mosto.

Dito isso, e antes de iniciarmos com os procedimentos, é fundamental que você entenda um fator importante para o starter: A Taxa de Inoculção da Levedura. Assim, caso você ainda não tenha muita experiência nesse assunto, te convido a dar uma lida nesse artigo antes de continuar: Como Inocular Corretamente a Levedura.

A importância da Sanitização e os Equipamentos

Assim como em toda parte fria do processo de fabricação da cerveja, a primeira questão que você deve ter em mente na hora de produzir seu Starter é quanto a limpeza e sanitização dos equipamentos e utensílios que serão utilizados. Portanto, seja bastante cuidadoso – leia-se paranoico – com a limpeza e sanitização em todas as etapas de preparo do seu starter.

E, por se falar em equipamentos, vamos aos itens necessários e suas respectivas necessidades de limpeza ou sanitização:

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Aprenda a Criar Receitas Cervejeiras

Uma das etapas mais interessantes e divertidas na fabricação da cerveja é, sem dúvida, a imensa possibilidade de criação e evolução das receitas cervejeiras.

Criando Receitas Cervejeiras

(foto adrianpike)

Montar sua própria receita não é nenhum bicho de sete cabeças, no entanto, é imprescindível que você entenda os fundamentos que se encontram por trás dessa divertida jornada.

Assim, para te introduzir na criação de sua própria receita, deixa eu te esclarecer o que acredito serem as bases para a criação de receitas cervejeiras…

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Como Calcular o Amargor em IBU da Cerveja

Aprender a calcular corretamente o amargor da sua cerveja é crucial para que você possa não somente estimar a quantidade do IBU desejado, mas também efetuar possíveis correções durante o processo de lupulagem.

Calculando o amargor da cerveja

Como sabemos, além de contribuir com amargor e equilíbrio para nossa cerveja, o lúpulo é também o grande responsável por uma parcela de aromas e sabores que compõem o nosso precioso líquido, assim, é fundamental que saibamos exatamente quais os objetivos que buscamos com ele em nossa receita.

Por exemplo, para uma cerveja do estilo Oktoberfest, o lúpulo entra como um “coadjuvante” na receita, com o intuito apenas de equilibrar o dulçor do malte com seu amargor de uma forma que seu amargor/aroma não se destaque. Ao contrário de uma IPA, em que o papel principal fica por conta do lúpulo, o qual garantirá um amargor acentuado e um aroma típico esperado para esse estilo.

Com isso entendido, vamos ao cálculo para se estimar o amargor da nossa cerveja.

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Tabela de Tipos e Equivalência de Malte

Tabela de Tipos e Equivalência de Malte

Quando começamos a nos aventurar na criação de nossas próprias receitas, os diferentes tipos de maltes acabam causando um pouco de confusão quando tentamos entender qual seria a melhor escolha para aquele determinado estilo de cerveja.

E é pensando em trazer uma “luz” a essa questão que trago para você duas tabelas importantes: a Tabela de Tipos de Maltes e a Tabela de Equivalência de Malte.

Saber qual o tipo de malte se deve utilizar e a quantidade ideal, assim como compreender o aroma ou sabor que aquele malte irá proporcionar, é fundamental para que você possa desenvolver uma excelente cerveja. Assim, as tabelas abaixo irão te ajudar a compreender essas questões e servirão como consultas para a criação de suas receitas.
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