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Lupulagem de Primeiro Mosto – First Wort Hopping

Bastante simples de se fazer e com resultados interessantes, a Lupulagem de Primeiro Mosto (First Wort Hopping) consiste em adicionar uma quantidade de lúpulo na panela de fervura, logo que se iniciar a transferência do mosto da panela de brassagem para a de fervura, com a intenção de:

– Proporcionar um amargor mais uniforme;

– Contribuir para um maior equilíbrio na relação entre dulçor x amargor;

– E, favorecer para um aroma mais refinado na cerveja.

E aí Cervejeiro, buscando essas características em sua próxima cerveja?

Então vamos direto ao ponto e observar alguns detalhes interessantes dessa técnica…

Lupulagem de Primeiro Mosto

Como Fazer a Lupulagem de Primeiro Mosto – First Wort Hopping?

Como mencionado logo no início desse post, para se fazer a Lupulagem de Primeiro Mosto basta fazer a primeira adição de lúpulo no mosto logo antes do início da fervura, ou seja, em vez de aguardar o início da fervura para se fazer a primeira lupulagem, você já a faz logo quando o mosto é aquecido para a fervura.

E com isso, surge a seguinte dúvida…

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Como Fazer Corretamente o Dry Hopping na Sua Cerveja

Se você está pensando em dar aquela caprichada nos aromas da sua cerveja, sem dúvida, sua melhor opção é fazer um dry hopping. Mas aposto que é aí que surgi aquela dúvida: afinal de contas, como fazer corretamente o dry hopping na minha cerveja?

Sim cervejeiro, é justamente para te auxiliar nessa empreitada que escrevi esse post, portanto, pode ficar tranquilo. 🙂

E antes de começar a tratar diretamente dessa técnica simples, porém, poderosa, não podemos deixar de reconhecer a versatilidade e as inúmeras funções que o lúpulo nos proporciona, seja ela tanto no amargor, no aroma, no sabor ou, como em alguns casos, em todos os três conjuntamente.

Como Fazer Corretamente o Dry Hopping

(foto zolakoma)

Basicamente o dry hopping consiste em adicionar uma quantidade extra de lúpulo na nossa cerveja, após a fermentação, com o objetivo de proporcionar um melhor aproveitamento dos seus óleos essenciais, e consequentemente, intensificar os aromas de lúpulo na nossa cerveja.

E como os óleos essenciais são bastante voláteis e durante a fervura eles tendem a perder suas características rapidamente, além das adições de lúpulo com essa finalidade perto do final da fervura, o dry hopping se torna uma excelente opção para se obter um melhor aproveitamento desses óleos essenciais, e assim, extrair o máximo de aroma em nossa cerveja.

E aqui cabe uma observação importante: o dry hopping não irá adicionar nenhum amargor a sua cerveja, até porque, para que ocorra a isomerização dos alfa ácidos é imprescindível que o lúpulo seja submetido ao processo de fervura, como nós vimos nesse post, lembra?

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Como Armazenar os Insumos Cervejeiros

Quando começamos a nos aprofundar nas técnicas e etapas para produzirmos excelentes cervejas em casa, volta e meia esbarramos nos princípios que norteiam a qualidade da nossa cerveja, sendo um deles a qualidade e frescor dos ingredientes utilizados.

No entanto, em muitos casos, para que possamos economizar um pouco de dinheiro – tanto em relação ao frete quanto pelo desconto, e/ou garantir um estoque de determinado insumo-, somos levados a comprar os insumos em grandes quantidades, sendo assim imprescindível saber como armazená-los corretamente.

Com isso, te faço uma pergunta: será que você está sabendo como armazenar os insumos cervejeiros corretamente?

Armazenando Corretamente os Insumos Cervejeiros

Assim, para lhe auxiliar nesse aspecto, vou lhe mostrar a forma correta de como armazenar e preservar seu malte, lúpulo e levedura, além de te ensinar a mensurar alguns fatores fundamentais quanto a perda de eficiência de determinado ingrediente com o passar do tempo.

Ah! Não se engane, mesmo que você não pretenda armazenar os insumos por muito tempo, é importante seguir algumas dessas dicas para garantir uma boa cerveja e, claro, não perder dinheiro.

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Como Calcular o Amargor em IBU da Cerveja

Aprender a calcular corretamente o amargor da sua cerveja é crucial para que você possa não somente estimar a quantidade do IBU desejado, mas também efetuar possíveis correções durante o processo de lupulagem.

Calculando o amargor da cerveja

Como sabemos, além de contribuir com amargor e equilíbrio para nossa cerveja, o lúpulo é também o grande responsável por uma parcela de aromas e sabores que compõem o nosso precioso líquido, assim, é fundamental que saibamos exatamente quais os objetivos que buscamos com ele em nossa receita.

Por exemplo, para uma cerveja do estilo Oktoberfest, o lúpulo entra como um “coadjuvante” na receita, com o intuito apenas de equilibrar o dulçor do malte com seu amargor de uma forma que seu amargor/aroma não se destaque. Ao contrário de uma IPA, em que o papel principal fica por conta do lúpulo, o qual garantirá um amargor acentuado e um aroma típico esperado para esse estilo.

Com isso entendido, vamos ao cálculo para se estimar o amargor da nossa cerveja.

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Como fazer a Lupulagem

Seja para conferir amargor, aroma, sabor, equilíbrio ou suas qualidades bacteriostáticas, o lúpulo é sem dúvida um companheiro inseparável de qualquer receita cervejeira. E saber como usá-lo é tão importante quanto tê-lo em sua receita, portanto, dando continuidade a sua jornada de como Fazer Cerveja em Casa, chegou a hora de aprender Como Fazer a Lupulagem do mosto.

Chegou a hora de temperar nossa cerveja!

Chegou a hora de temperar nossa cerveja!

Podemos dividir os lúpulos em duas categorias: os lúpulos de amargor e os lúpulos de aroma.

É possível distinguirmos os lúpulos dentro de suas categorias observando sua quantidade de alfa-ácidos em %. Assim, os lúpulos destinados a amargor tendem a possuir uma quantidade alta de alfa-ácidos , acima de 10% do seu peso, sendo mais indicado sua utilização no início da fervura para extrair todo seu potencial de amargor.

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Cerveja pode Evitar Doenças Neurodegenerativas

Podemos encontrar facilmente diversas estudos que apontam a cerveja como uma bebida bastante completa e que auxilia na prevenção de diversas doenças. Prova disso, é uma publicação recente – janeiro deste ano – que apresenta as ricas propriedades de um dos compostos do lúpulo, o xanthohumol, que atuam como antioxidantes, anticancerígenas e na proteção do coração.

Cerveja Artesanal

Essa pesquisa foi organizada pela Universidade de Lanzhou, na China, a qual indica que o aparecimento de doenças com início cerebral, é relacionada a oxidação de células neuronais, o que poderá ser evitado com o auxílio do xanthohumol.

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A química do Lúpulo

A Química do Lúpulo

Sabe aquela IPA guardada no fundo da geladeira? Chegou a hora certa de abri-la! Até porque nessa terceira parte do Aprenda a Fazer Cerveja em Casa: Conhecendo os Insumos, o protagonista da vez é nosso querido lúpulo!

O lúpulo é uma planta trepadeira, responsável pelo amargor e o leque de sabores e aromas das cervejas. Sua utilização no processo de fabricação da cerveja foi incorporado somente por volta de 736 d.C no sul da Europa Central, antes desta data eram utilizadas combinações de diversos temperos para balancear o dulçor do malte.

Podendo medir entre cinco e sete metros de altura, o lúpulo – cientificamente chamado de Humulus lupulus – é uma planta dióica, ou seja, existem plantas machos e fêmeas, mas somente as flores das delicadas e belas fêmeas são utilizadas na produção de cervejas por possuírem maior quantidade de óleos e resinas.

Um fato curioso é que o lúpulo pertence à mesma família da Canabis sativa, a maconha, mas não possui seu princípio ativo, o THC.

A flor do lúpulo tem o formato de um pequeno cone verde, encontrando-se na base das pétalas as glândulas que produzem um pó resinoso chamado lupulina. É na lupulina que se concentra a maior parte das propriedades desejadas pelos cervejeiros.

Dentre os benefícios apresentados pelo lúpulo, destacamos sua contribuição para o aroma e sabor da cerveja, além de sua importante atuação como agente bacteriostático, limitando a ação de microorganismos indesejáveis e auxiliando na sedimentação de proteínas no fundo do caldeirão após a fervura devido ao tanino encontrado no lúpulo, contribuindo assim, para a clarificação da cerveja.

Ademais, podemos observar que além das funções citadas, esta preciosa flor também proporciona um efeito relaxante.

Dentre as diversas possibilidades de sabores e aromas que o lúpulo pode proporcionar à cerveja, podemos destacar notas florais, cítricas, herbais, frutadas, resinosas e picantes.

Sem dúvida a cerveja seria uma bebida doce e enjoativa, não tão saborosa, caso não existisse o lúpulo.

A química do Lúpulo

É importante conhecer um pouco da química do lúpulo para entendermos melhor quando e como utilizar um determinado tipo de lúpulo.

Composição química: água (8-14%); proteínas (12-24%); resinas totais (12-21%); ácidos alfa (3-15%); ácidos beta (3-6%); taninos (2-6%); celulose (10-17%); cinzas (7-10%); óleos essenciais (0,5-2%).

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Produção brasileira de lúpulo

A partir de um projeto apresentado pela Biotec (empresa de pesquisa científica na área farmacêutica e agropecuária), o Paraná estuda uma possível implantação de uma cadeia produtiva de lúpulo. Segundo a pesquisa da empresa, o estado do Paraná tem um grande potencial para desenvolver um mercado produtor dessa flor muito comum no meio cervejeiro.

O tempero da Cerveja

O tempero da Cerveja

“O lúpulo se desenvolve em clima frio, por isso não é produzido no Brasil. No Paraná, a região Sul tem potencial para a produção de lúpulo, em função do clima”, afirma o analisa Cirino Corrêa Júnior, coordenador do projeto de plantas potenciais do Instituto Emater.

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Lúpulo: o tempero da cerveja

O lúpulo é uma flor que além de emprestar qualidades conservantes, também se responsabiliza pelo amargor e o leque de sabores e aromas das cervejas.

O tempero da Cerveja

O tempero da Cerveja

A Humulus Lupulus é uma trepadeira dióica, ou seja, existem flores machos e fêmeas, mas somente as delicadas e belas fêmeas são utilizadas na produção de cervejas.

A flor do lúpulo tem o formato de um pequeno cone verde, onde na base das pétalas encontram-se as glândulas que produzem um pó resinoso, chamado lupulina. É na lupulina que se encontram todas as propriedades desejadas pelos cervejeiros.

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História da Cerveja

Demorei certo tempo para decidir qual seria o conteúdo do post de inauguração do Condado da Cerveja, e entre inúmeros assuntos que rodeiam o mundo da cerveja, talvez fosse interessante começar pelo começo!

Assim, reuni algumas informações sobre a origem da cerveja para brindarmos o início deste blog. Saúde!

Sem dúvida uma das maiores descobertas do homem foi a cerveja!

Alguns mortais, assim como eu, acreditam que esta misteriosa bebida tenha sido colocada indiretamente no mundo antes mesmo do homem.

Para se ter uma ideia, bastou os sumérios perceberem que a massa de pão, quando molhada, fermentava e ficava ainda melhor, para dai surgir, mesmo que primitiva, a cerveja ou “pão líquido”.
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