Como fazer a Carbonatação da Cerveja Artesanal

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Agora que sua cerveja já passou por um período de maturação e clarificação, é chegada a hora de aprender a como fazer a carbonatação da cerveja artesanal.

A carbonatação da cerveja pode ser feita de diferentes modos, sendo o Priming e a Carbonatação Forçada, os dois métodos mais utilizados na fabricação caseira.

Como fazer a carbonatação da Cerveja Artesanal

O priming consiste, basicamente, em adicionar uma quantidade extra de açúcares fermentáveis na cerveja para que as leveduras residuais iniciem uma refermentação na garrafa, gerando CO2 e a consequente carbonatação da cerveja. Já a carbonatação forçada consiste na aplicação de CO2 diretamente na cerveja embarrilhada.

Por conta do priming ser um dos métodos mais simples e barato, neste post vou te ensinar a como fazer corretamente o priming da cerveja artesanal.

Qual açúcar posso utilizar no priming?

Para o priming você poderá utilizar vários tipos de açúcares, tais como: açúcar refinado, açúcar mascavo, xarope de milho, extrato de malte, etc.

Uma vez que o açúcar da cana possui uma excepcional fermentabilidade, chegando a quase 100% do seu extrato, é o mais utilizado para se fazer a solução chamada de açúcar invertido ou priming.

Como calcular a quantidade de açúcar para o priming?

Caso esteja começando, é importante considerar a simplificação desse processo, utilizando uma faixa entre 4-8gramas de açúcar por litro, conforme seus objetivos:

Estilo com Baixa Carbonatação: 4g de açúcar por litro;
Estilo com Média Carbonatação: 5-6g/l;
Estilo com Alta Carbonatação: 7-8g/l.

Vale ressaltar que com o priming o teor alcoólico tende a aumentar um pouco, em média aproximadamente +0,2% do volume.

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Estimando o volume de CO2 saturado

Se você estiver pensando em calcular a quantidade ideal de açúcares para o priming é importante levar em consideração a quantidade residual de CO2 saturado na cerveja, assim como o volume de CO2 adequado para cada estilo.

Existem diversos cálculos e gráficos para estimar esse valor, porém, o tempo de fermentação e maturação + a temperatura poderão influenciar diretamente nesses valores tornando difícil assegurar com exatidão a quantidade de CO2 residual.

Mas, a título de estudos:

Quantidade de CO2 saturado na cerveja:

TEMPERATURA FERMENTAÇÃO VOLUME DE CO2
0°C 1,7
4°C 1,5
8°C 1,3
10°C 1,2
12°C 1,12
14°C 1,05
16°C 0,99
18°C 0,93
20°C 0,88
22°C 0,83

Para a leitura dessa tabela você precisará levar em consideração a temperatura mais alta de fermentação e não a temperatura da cerveja quando se vai engarrafar. Por exemplo, se durante a fermentação você elevou a temperatura para 22ºC e depois abaixou a temperatura durante a clarificação para próximo de 4ºC, para esse cálculo você terá de levar em consideração os 22ºC, ou seja, o volume dissolvido de CO2 será de aproximadamente 0,83.

Outro ponto importante na hora de se calcular a quantidade de açúcares para o priming é o volume de CO2 adequado para cada estilo, conforme mostra a tabela abaixo:

Tabela de CO2 adequado para alguns estilos:

ESTILO DE CERVEJA VOLUME DE CO2
Ales Inglesas 1,5 – 2,0
Porter, stout 1,7 – 2,3
Ales belgas em geral 1,9 – 2,4
Lagers em geral 2,2 – 2,7
Ales Americanas 2,2 – 2,7
Lambics 2,4 – 2,8
Lambics com frutas 3,0 – 4,5
Cervejas de Trigo 3,3 – 4,5

 

O gráfico abaixo, retirado do site http://hbd.org/ddraper/priming.html, é bastante interessante para se estimar a quantidade de açúcares necessária para a cabonatação da cerveja:

Tabela de Carbonatação por Priming

Para utilizar esse gráfico basta localizar a quantidade de CO2 que se deseja injetar na cerveja e localizar a última faixa aproximada de temperatura da fermentação, visualizando na base do gráfico a quantidade de açúcares indicados para cada litro.

Dicas importantes na hora de se fazer o Priming

– Antes de engarrafar tenha a absoluta certeza que sua cerveja completou a fermentação. Caso tenha alguma dúvida, vale dar uma conferida em nosso artigo sobre o Processo de Fermentação;

– Caso não tenha certeza absoluta do que esteja fazendo, não arrisque adicionando uma quantidade acima do indicado de açúcar;

– Utilize garrafas em bom estado de conservação, sem quaisquer “trincados”.

Tá, mas por que dessas recomendações?
Porque talvez você não queira criar algumas bombas caseira, certo? Rsrs

Se atente para o fato de que o CO2 gerado durante a refermentação criará uma pressão no interior da garrafa, e que, caso adicionemos uma quantidade excessiva de açúcar nessa etapa, será gerada uma quantidade maior que o suportável de CO2, podendo causar a explosão da garrafa.

E esse mesmo princípio se aplica quando do envase de uma cerveja que não terminou a fermentação, pois os açúcares residuais do mosto + o do priming produzirão uma quantidade excessiva de CO2.

Super carbonatação

Mas não tenham medo! Basta seguir as recomendações acima que nada de errado vai acontecer.

Caso não esteja 100% seguro de seu priming, é altamente aconselhável que mantenha as garrafas longe da circulação das pessoas, pois a explosão é um tanto quanto feia.

Como Fazer o Priming

Para se fazer o priming ou açúcar invertido é bastante simples, basta verificar a quantidade desejada de açúcar de acordo com a carbonatação indicada para o estilo que você esteja fazendo (baixa, média ou alta) em g/L, multiplicar esse valor pela quantidade de cerveja que será engarrafada – nesse caso é importante descontar a quantidade que ficará no fermentador/maturador -, medir 3x esse valor em água e levar ao fogo para ferver. Deixe ferver por aproximadamente 5 minutos.

Exemplo:

– 19 litros de cerveja (já descontando a perda do fermentador/maturador);

– Vamos usar 7g/L de açúcar, portanto 133g;

– 399ml de água (3x a quantidade de açúcar);

– Deixe ferver por 5 minutos.

Pronto, seu açúcar invertido está preparado!

Deixe esfriar um pouco e em seguida adicione-o ao balde que te auxiliará no envase, lembrando que ele deve estar devidamente limpo e sanitizado. Em seguida, comece a transferência da cerveja para este balde.

O ideal é que a transferência seja feita com o auxílio de uma mangueira atóxica acoplada na torneira do fermentador/maturador que levará lentamente a cerveja pronta para o fundo do outro balde, evitando uma possível aeração e futura oxidação da breja.

Qualquer dúvida ou sugestão, fique a vontade para comentar! =)

89 ideias sobre “Como fazer a Carbonatação da Cerveja Artesanal

  1. Danilo Paiva

    Parabéns pelo artigo. Me ajudou muito, tirando algumas dúvidas de como era feito esse processo e a quantidade de açúcar que se deve usar.

    Responder
  2. Washington Linces

    Parabéns muito interessante e bem abordado o assunto por você. Tem uma dúvida, considerando os dados acima para priming, se eu colocar diretamente na garrafa com um seringa quantos “ml” tenho que usar?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Fala Washington,

      Nesse caso, quando você for utilizar uma seringa para distribuir o priming entre as garrafa utilize a seguinte formula:
      Quantidade = (Priming em ml * Tamanho da Garrafa em ml) / Quantidade Cerveja ml

      Exemplo: (Priming 200ml * Tamanho Garrafa de 350ml / Volume de Cerveja 20L)
      Quantidade = (200ml * 350ml) / 20000
      Quantidade = 70000 / 20000
      Quanitade = 3,5 ml

      Ou seja, nesse exemplo para cada garrafa de 350ml você vai adicionar cerca de 3,5ml de priming.

      Muito obrigado =)
      Abraço e boas cervejas.

      Responder
  3. Pedro Montessanti

    Boa tarde.

    Pretendo adquirir um manômetro para o monitoramento da pressão de uma garrafa piloto, pós primming. Entretanto, não consigo achar informações quanto a leitura do manômetro. Minha dúvida é: á quantos PSI ou KGgcm2 ou BAR equivale 1 unidade de volume?

    Grato,

    Pedro

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Pedro,

      Na verdade a utilização do manômetro é mais para informar qual a pressão interna da garrafa, ou seja, se a refermentação acabou – com a estabilização da pressão – e/ou se a pressão interna está acima do recomendado, não informando desta forma o volume de CO2 dissolvidos na cerveja.

      Abraço e boas cervejas!

      Responder
  4. Katia

    Bom dia David

    Estou fazendo uma Pale Ale, está maturando a 10ºC e após 7 dias irei engarrafar. As dúvidas são:

    1) Preciso esperar chegar a temperatura ambiente para engarrafar, ou posso engarrafar assim que tirar da geladeira?

    2) Qual a temperatura ideal para refermentação na garrafa?

    Grata,

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Kátia,

      Vamos respostas..rs:

      1) Preciso esperar chegar a temperatura ambiente para engarrafar, ou posso engarrafar assim que tirar da geladeira?
      Não precisa esperar chegar a temperatura ambiente, assim que você tirar a cerveja da geladeira, após a clarificação, já se pode conduzir com o envase.

      2) Qual a temperatura ideal para refermentação na garrafa?
      A temperatura ideal seria a mesma conduzida na fermentação, porém, se você quiser dar uma “acelerada” na refermentação, pode conduzi-la em temperatura ambiente.

      Abraço e boas cervejas.

      Responder
  5. fernando

    bom tarde. comecei a fabricar cerveja recentemente e estou a procura de uma tabela de carbonatacao nos variados estilos de cerveja. estilo de cerveja com baixo, moderado e alta carbonatacao. poderia me ajudar indicando onde eu encontro algo a respeito de cada estilo e sua respectiva carbonatacao? obrigado. att.’. fernando.’.

    Responder
  6. Carlos

    Oi David, bom dia
    Uma pergunta
    Posso adicionar na hora do envase o açúcar direto na garrafa?
    Se sim, coloco antes ou depois da cerveja?
    Estava pensando colocar 5 G de açúcar por garrafa de 600 ml

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Carlos,

      Na verdade não existem restrições para se adicionar o açúcar direto na garrafa, que usualmente é feito antes da cerveja. Porém, o uso do açúcar invertido é mais recomendado, pois facilita o trabalho das leveduras e diminuem os riscos de contaminação.

      Abraço e boas cervejas.

      Responder
      1. Ayrton

        cara. nas cervejarias industriais são realizadas análises nesses estilo. onde uma garrafa é estabilizada a temperatura de 20ºc depois levemente agitada por 5min. um manometro com um encaixe perfurante é inserido e marcada a pressão máxima da cerveja. em seguida medimos a temperatura dela. com a ajuda de uma tabela voce verifica qual o co2 dissolvido na cerveja. (infelizmente não achei a tabela na internet ela é muito antiga).

        Responder
        1. David Silva Autor do post

          Olá Ayrton, como vai?

          Que bacana! Muito obrigado pela sua contribuição, caso você encontre essa tabela me encaminhe para eu dar uma olhada. 🙂

          Forte abraço e ótimas cervejas.

          Responder
  7. Bruno

    Olá David!

    Preciso trocar de balde da maturação para o envase deixando os resíduos no fundo do balde maturador? ou posso adicionar o açúcar invertido no balde maturador e realizar o envase deixando os resíduos no fundo? Isso seria somente despejando a açúcar invertido sem misturar.

    Já agradeço a atenção!

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Fala Bruno,

      Sim! Para o envase é recomendado que você faça a transferência da cerveja do fermentador/maturador para um outro balde, para que assim, você evite levar leveduras em excesso e outras substâncias para as garrafas.

      Abraço e boas cervejas.

      Responder
  8. Sérgio Moreira

    Fiz uma leva de 20L de cerveja Pale Ale, fermentou normalmente e maturei ela por 10 dias na geladeira, oque acontece foi que eu engarrafei ela e quando fui experimentar acabou que ficou sem nenhum gás, usei um primming ja pronto que veio com os insumos, acredito que isso pode ter ocorrido pois utilizei iodo para sanitizar mas deve ter ficado algum resíduo dele nas garrafas, oque eu posso fazer?? Devo jogar todas as garrafas que sobraram fora ou posso tentar fazer um novo primming e colocar um pouco em cada garrafa, e só pra adicionar informações, ela foi engarrafada dia 16 de dezembro de 2015, acredito que isso vai interferir muito caso ainda haja esperança!!

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Sérgio,

      Esse problema com a refermentação na garrafa, pelo tempo que já se passou após o envase, pode ter acontecido por diferentes problemas, tais como:

      – Leveduras com baixa vitalidade;
      – Temperatura da Refermentação;
      – Baixa qualidade do priming utilizado.

      Assim, me diz duas coisas:

      Como você conduziu sua fermentação e maturação?
      E, qual foi a temperatura que você manteve as garrafas?

      Uma dica interessante para que você possa, por eliminação, analisar o problema é: abrir uma garrafa e fazer a medição da densidade dela e comparar com a FG antes do envase. Desta forma, teremos uma ideia melhor de qual será o próximo passo.

      Abraço e boas cervejas.

      Responder
      1. thiago

        Mas podemos relocar o priming. No meu caso usei o açúcar esterilizada em água. Eu notei q coloquei menos do q se indicava. E hoje com 4 dias maturando e carbonatando direto na garrafa não tem muito gás.

        Responder
        1. David Silva Autor do post

          Olá Thiago,

          Nesse caso, aconselho você a aguardar mais alguns dias com a cerveja em temperatura ambiente ou no limite de fermentação, pois 4 dias é bem pouco tempo para a conclusão da refermentação e carbonatação.

          Assim, aguarde por volta de uns 15 dias e faça um novo teste para verificar o nível de carbonatação.

          Abraço e boas cervejas!

          Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Jeferson,

      Pode ficar tranquilo, pois como a quantidade de priming não é tanta em comparação ao volume de cerveja, logo ele irá ficará na mesma temperatura da breja.

      Abraço e boas cervejas.

      Responder
  9. Ademar marinho

    Me tira uma duvida eu fiz priming corretamente mas como e minha primeira vez de fabricar a cerveja amanha fará 7 dias de fermentação engarrafada tem um pouco de açúcar no fundo isso e normal ou não esta pronto para o consumo ? Bom dia ficarei grato pela resposta ….

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Ademir,

      Na verdade não se tem um tempo ideal para a refermentação na garrafa, ou seja, diferente do que vemos em inúmeras receitas, os dias para a conclusão da refermentação pode variar de diversas formas, não necessariamente seguindo a risca o tempo estimado na receita, portanto esse tempo serve apenas como parâmetro.

      Alguns fatores que podem influenciar são: qualidade da fermentação, tempo de maturação a frio, estresse sofrido pela levedura, temperatura de refermentação, homogeneização do priming, entre outros.

      Dito isso, aconselho você a aguardar mais alguns dias com a cerveja em temperatura ambiente ou no limite de fermentação, e fazer um teste para verificar o nível de carbonatação.

      Abraço e boas cervejas!

      Responder
  10. Rodrigo Serafim

    Olá amigo
    Estou começando agora e minha primeira foi uma pale ale ela fermentou e maturou na temperatura ambiente, ficou boa na cor e sabor coloquei 7g/ litro de açúcar refinado já se passaram 10/dias na garrafa a 0 grau como pedia a receita mas ela está choca , será q espero mais pra ver se muda ou faço um novo priming ou é assim mesmo e estou preocupado muito cedo
    Agradeço se.poder me ajudar

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Rodrigo!

      Na verdade, após o envase e adição do priming você deverá manter as garrafas na mesma temperatura da de fermentação, para que assim, ocorra a refermentação e carbonatação da cerveja, pois nessa temperatura que você mencionou as leveduras acabam adormecendo.

      Dito isso, aumente a temperatura das garrafas para a mesma próximo da de fermentação e aguarde por mais alguns dias.

      Abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  11. julio cesar soares

    Ao escolher os níveis de CO2 que desejo injetar na cerveja, devo considerar o CO2 estimado na fermentação?
    Por exemplo:
    O volume de CO2 que desejo para minha cerveja é de 2,5, e eu estimo que, para 12º, a fermentação produziu 1,12 de CO2. Para consultar a tabela de quantidade de açúcar, devo usar o valor que obtiver ao descontar 1,12 dos 2,5 que pretendo na cerveja ou posso ir direto aos 2,5 na tabela?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Julio!

      Na verdade, essa tabela já traz a quantidade de açucares levando em consideração o CO2 dissolvidos na cerveja conforme a temperatura máxima de fermentação. Ou seja, basta você localizar a quantidade de CO2 que se deseja injetar na cerveja e localizar a última faixa aproximada de temperatura da fermentação, visualizando assim na base do gráfico a quantidade de açucares/l necessários para o seu priming.

      Vale ressaltar que, a temperatura que você deverá levar em consideração será sempre a mais alta, ou seja, se durante a fermentação você aumentou a temperatura para fazer a fermentação secundária (25ºC por exemplo), será justamente essa que você terá de usar como referência.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  12. Chicão Rinaldi Junior

    Quando se fala em volume de CO2, como por exemplo 2 volumes, esses 2 volumes são em quê? 2 volumes na garrafa, 2 volumes por litro, 2 volumes por mL, ou o quê?
    E outra duvida, para eu ter por exemplo 2 volumes de CO2, qual a pressão em PSI ou Bar deve estar no manometro?
    Obrigado.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Chicão,

      Quanto ao volume de CO2, esta é a medida para identificar a quantidade de dióxido de carbono incorporado num determinado líquido, aqui no caso, da nossa breja.

      E na verdade, será a quantidade de açúcar utilizado para o priming – no caso da refermentação em garrafa – que irá determinar a quantidade de CO2 presente na cerveja.

      Já com relação a utilização do manômetro, ele basicamente irá informar qual a pressão interna da garrafa, ou seja, se a refermentação acabou – com a estabilização da pressão – e/ou se a pressão interna está acima do recomendado, não informando desta forma o volume de CO2 dissolvido na cerveja.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  13. Pablo Grandi

    Desculpe e minha ignorância é que sou novo no ramo. Gostaria de somente esclarecer uma duvida sobre este excelente artigo que li acima. a duvida é a seguinte:
    Fiz uma STOUT e a fermentação dela foi a seguinte 2 primeiros dias 22°C depois 17°C entendo que com isso devo considerar os 22°C e na tabela o valor é de 0,83. No estilo de cerveja a STOUT é 1,7-2,3. então vou utilizar 2.3.
    na conta ficaria: (2,3-0,83)/0,286 (açúcar) = 5,14.
    Então: se entendi tudo certo devo carbonatar a minha cerveja STOUT com 5g/l. correto?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Pablo,

      Perfeito, isso mesmo!
      Até se você comparar com o gráfico “Total Volumes CO2” ele te dará essas mesmos valores.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  14. Magno Gil

    Ola David,

    Quero comprar um manômetro para poder monitorar a carbonatação, se eu comprar um manômetro para garrafas long neck e as demais envasar em garrafas de 600ml, levando em consideração que o primming seja realizado de forma proporcional a quantidade de cerveja de cada garrafa, posso utilizar a long neck como parâmetro para todas ou devo adquirir um manômetro que se adapte a garrafas de 600ml? Obrigado

    Responder
  15. Pablo

    Boa tarde a Todos! Eu tenho uma duvida sobre a carbonatação que seria a seguinte:

    Tenho para engarrafar 02 lotes, sendo uma RED e uma APA

    A minha duvida e na carbonatação das duas. Estou pensando em utilizar o seguinte:

    7,5 gramas de açúcar cristal refinado por litro
    20 ml de água por litro.
    algumas gotas de limão

    Então para 20L eu faria o priming com (400ml de agua + 150g de açúcar fervendo com algumas gotas de limão…) só que como na pratica eu não tenho e nem sei quantos litros de Breja já maturado no fermentador devido as perdas de trub….

    Estava pensando em fazer o seguinte:

    27,5ml de priming seria para um litro de cerveja (20ml de água + 7,5 de açúcar). Então fazendo as contas ficaria 27,5*0,6(600ml da garrafa)=16,5ml de priming sendo colocado direto em cada garrafa com uma seringa. Daí eu teria a certeza da quantidade exata de priming. Isso estaria correto? A quantidade é essa mesma?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Pablo,

      Para a aplicação do priming individualmente você poderá usar a seguinte fórmula:

      Quantidade = (Priming em ml * Tamanho da Garrafa em ml) / Quantidade Cerveja ml

      Exemplo: (Priming 450ml * Tamanho Garrafa de 600ml / Volume de Cerveja 20L)
      Quantidade = (450ml * 600ml) / 20000
      Quantidade = 270000 / 20000
      Quantidade = 13,5 ml

      Ou seja, nesse exemplo para cada garrafa de 600ml você vai adicionar cerca de 13,5ml de priming.

      Abraço e boas cervejas.

      Responder
  16. Wander

    Boa noite, realizei minha primeira leva, uma Pale Ale, o que esta acontecendo é o seguinte, a OG dela esta em 1052, era pra ser 1055, coloquei para fermentar 7 dias, apos a FG 1023. coloquei ela pra maturar 10 dias. vou ter uma cerveja bem abaixo do teor que deveria ser, com certeza ela não foi bem fermentada, mas me dei conta disso depois de ter colocado ela para maturar. O caso agora é como fazer o priming para que ela não exploda kkkkk

    a receita dela mostra a OG 1055 FG 1014 ABV 5,5

    Obrigado.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Wander,

      Bem, nesse caso, o ideal é que você não abuse muito na quantidade do priming, algo em torno de 4-5g/l é uma medida segura.

      E para evitar qualquer acidente, aconselho deixar as garrafas após o envase longe da circulação de pessoas, e ir monitorando para ver.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  17. Andre

    E ai David!

    Cara, veja se pode dar uma ajuda,
    Fiz o primming ontem, porem , fervi a agua, esperei esfriar , e ai eu coloquei o açucar.
    (ou seja, ele nao ferveu)

    Bah, posso ter problemas com isso ?

    Abraço!

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá André,

      Bem, a importância de se ferver o açúcar junto com a água é justamente por dois motivos:

      – Garantir que ele esteja livre de contaminantes;
      – Auxiliar na quebra da sacarose em glicose e frutose, não deixando esse trabalho para as leveduras.

      No entanto, é um pouco complicado afirmar que você terá problemas de contaminação e/ou refermentação, pois, como a cerveja já contem um pouco de álcool, isso poderá inibir um pouco o desenvolvimento desses contaminantes, porém, não deixa de ser um risco.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  18. Junior

    David, tudo bem?

    No comentário do Pablo Grandi ele citou uma fórmula “(2,3-0,83)/0,286 (açúcar)”.

    Porque utilizou o 0,286 para divisão?

    Responder
  19. MARCELO TELO

    Boa tarde,

    Já faço cerveja a algum tempo e confesso que estou com um problema nas ultimas levas que está aporrinhando.
    trata se de uma English Pale Ale, leva de 40 litros
    a ceva esta muito saborosa, mas com pouco gás. carbonatei antes do envase com 8 g/l.
    A unica coisa que vejo de diferente é o modo que faço o priiming. pego a quantidade de açúcar total na proporção de 8 g/l, multiplico pela quantidade total da leva e depois coloco a mesma quantidade de água. ou seja, 320 g de açúcar com 320 gr de água. Fervo tudo por 5 minutos, até estar toda dissolvida, esfrio e coloco no balde, onde homogenizo bastante e depois envaso.
    me ajuda por favor???

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Marcelo,

      O ideal é que você adicione uma quantidade de água que seja 3x mais que a de açúcar, ou seja, nesse exemplo, para 320g de açúcar o ideal seria utilizar 960 ml de água, para que assim, o priming não fique muito denso e dissolva mais fácil na cerveja.

      Quanto ao pouco gás, como a refermentação não tem um tempo finito para ocorrer devido a inúmeros fatores, aguarde por mais alguns e faça um novo teste para verificar.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  20. André Luís de Oliveira

    Boa tarde!
    Envasei com teste 5 garrafas de uma Weiss que fiz OG 1054 e FG 1011, fermentei por 8 dias a 21 graus, e maturei por 7 dias a 5 graus, na garrafa deixei por 7 a temperatura ambiente atingindo a pressão de 1,2 BAR e coloquei para gelar, a pressão caiu para 0,9 e decidi abrir, não tinha gás e nem espuma, o cheiro e a cor estão ótimas, fiz o priming com 3,8 g/L, creio que foi muito pouco, essa vou fazer engarrafar com 6 g/L, tem algum dica para deixar ela com mais gás? Esperar a pressão subir para 2 a 3,5 bar e depois gelar? um tempo de maturação mais prolongado?
    Att

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá André,

      Na verdade, a refermentação na garrafa não segue um tempo exato, podendo assim, variar por diversos motivos, tais como: qualidade da fermentação, tempo de maturação a frio, estresse sofrido pela levedura, temperatura de refermentação, homogeneização do priming, quantidade de priming, entre outros.

      Com isso, te aconselho a utilizar uma quantidade um pouco maior de açúcar por litro, principalmente para esse estilo que pede uma carbonatação mais elevada, e deixar refermentando por mais dias, até a pressão se estabilizar.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
      1. André Luís de Oliveira

        Boa tarde David!
        Fiz o priming com 6 g/L, ficou carbonatando por 23 dias a temperatura de 19°C, com uma garrafa teste c/manometro, ai que esta, o manometro marcava 0,9 bar e depois caiu para 0,4 bar, e hj verifiquei que uma garrafa das 70 que envasei estourou/vazou sei lá, pelo que parece pressão dentro da garrafa tinha, poderia ser erro no manometro, coloquei elas para gelar/refrigerar a 1 dia, pergunto, mesmo aparentando super carbonatação, colocando para gelar a cerveja ficaria boa? Quanto tempo minimo posso deixar a cerveja gelando antes de abrir?
        Abraço.

        Responder
        1. David Silva Autor do post

          Olá André,

          Essa diferença na carbonatação pode estar relacionada a uma falta de homogeneização do priming antes do envase, que acabou deixando algumas garrafas com uma quantidade maior de açucares do que outras.

          Assim, recomendo que você abra umas duas garrafas e verifique como está o nível de carbonatação delas, pois, o estouro pode identificar uma super carbonatação ou algum defeito na própria garrafa.

          Com relação a uma possível super carbonatação, a redução da temperatura das garrafas irá contribuir para que a refermentação seja interrompida, evitando assim, que mais CO2 seja gerado e diminuindo dessa forma, os riscos de explosão.

          Quanto ao tempo para gelar a cerveja, de um dia para o outro já está bom.

          Forte abraço e ótimas cervejas.

          Responder
  21. Fernando Neto

    David, boa tarde!

    Vê se consegue me ajudar.
    Considerando o gráfico exposto acima versus a tabela de volume de CO2 por estilo, caso queira fazer uma de trigo (3,3 a 4,5 vol. CO2) e mantiver a temperatura do priming a 20ºC, terei que adicionar mais de 9 gramas por litro?

    Obrigado

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Fernando,

      Isso mesmo!

      Mas no entanto, é bom observar que na verdade, para a utilização desse gráfico você irá levar em consideração a sua última temperatura mais alta de fermentação e não a da refermetação.

      Assim, e no caso do seu exemplo – cerveja de trigo, o que provavelmente foi fermentada a uma temperatura próxima a 20ºC -, para você atingir um volume de CO2 de 3,5, você precisará, de acordo com esse gráfico, de 9g de açúcar por litro.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  22. RAFAEL BATISTA LOUZADA

    David, boa tarde!!!

    O fato de colocar o açucar investido no balde e fazer a transferência da cerveja do balde maturador para o balde que será utilizado no envase com o auxilio da mangueira assim como você explicou…não irá fazer com que uma garrafa fique mais carbonatada do que outras?

    Fazendo dessa forma o açucar será misturado em toda a cerveja por igual?

    Eu faço exatamente como você explicou no post, mas sempre tive essa dúvida……pois alguns amigos utilizam a pá cervejeira para misturar, mas eu fico com medo por causa do oxigênio.

    Abraço

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Rafael,

      Dessa forma, como explicado no post, conforme a cerveja vai sendo transferida para o balde com o priming, o próprio movimento do líquido já faz com eles se misturem, todavia, caso queira ter uma segurança maior, em termos de homogeneização, você poderá mexer suavemente por algumas vezes, sem medo de oxigenação.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  23. Luiz Filipe

    Olá David,

    Qual a função do limão na receita do priming? Pergunto isso pois fiz priming apenas com açucar e 3x a medida do açucar em agua.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Luiz,

      O limão contribui para evitar a caramelização durante a fervura do priming e ajuda na quebra da sacarose em açucares menores, o que auxilia no processo de refermentação, mas no entanto, pode ficar tranquilo se caso não colocou, pois a refermentação ocorrerá normalmente.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  24. Carlos Ribeiro

    Olá David. Antes de mais nada, parabéns pela publicação, é ótimo poder aprender com quem realmente domina o assunto. Minha dúvida: a explosão das garrafas ocorre em quanto tempo após o envase, aproximadamente? Existe um prazo médio a partir do qual as garrafas estão seguras para o manuseio?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Carlos,

      Muito obrigado =)

      Bem, na verdade não se tem um tempo exato para isso acontecer, pois, diversos fatores estão em jogo, no entanto, seguindo as dicas e os procedimentos citados nesse post, pode ficar tranquilo que a refermentação acontecerá sem grandes surpresas.

      Todavia, caso queira ter um controle maior, além de seguir as orientações desse post, você poderá optar por usar um manômetro numa garrafa piloto, para assim, avaliar o nível de carbonatação e consequentemente prever um possível acidente.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  25. Paulo Germano Menze

    Boa noite David,

    Você já ouviu falar em usar o mosto no lugar do prime? Isto é, terminou a fervura reservar uma quantidade e manter este em lugar que não possa ser contaminado, de preferência na geladeira em recipiente fechado (lacrado), e após fermentação/maturação adicionar a quantidade necessária para obtenção do CO2 quando for fazer a transferência para o bade de envase. Dizem que não há alteração de sabor e atende a lei alemã de pureza, uma vez que o priming não faz parte como água, malte, lúpulo e levedura.
    Se conhece esse método, você pode informar a fórmula para definir a quantidade de mosto?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Paulo,

      Sim, essa é uma ótima opção para aqueles que pretendem seguir a lei da pureza. =)

      Para proceder com essa técnica, durante a fervura e antes de efetuar a lupulagem, separe uma quantidade desse mosto num recipiente devidamente sanitizado e mantenha-o congelado até seu uso.

      Assim, no dia do envase, você deverá descongelar esse mosto e levá-lo a fervura por aproximadamente uns 15-20 minutos para esterilizá-lo, em seguida, resfrie-o e misture-o com a cerveja num balde auxiliar.

      Com relação a quantidade, nesse link tem uma calculadora bem interessante para te auxiliar nesses cálculos, use a opção “Gyle”.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  26. Alexandre Carvalho

    Olá caro amigo! Só me esclareça uma coisa por gentileza???
    Pelo que vi no gráfico… Quanto menor a temperatura da carbonatação mais intensa ela é…. É isso mesmo??
    Obrigado e parabéns pelo blog!

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Alexandre,

      Na verdade a temperatura apontada nesse gráfico se refere a última faixa de temperatura utilizada na fermentação, fazendo assim, uma referência a quantidade de CO2 saturado na cerveja antes do envase.

      Com isso, observa-se que, quanto maior foi a temperatura durante a fermentação menor será a quantidade de CO2 residual na cerveja e vice-versa.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  27. Leo

    Boa noite, sou novo no ramo de cerveja artesanal. No momento de transferir a cerveja do fermentador para o maturador, não usei magueira, apenas inclinei bem o balde de maturação e abrir a torneira do fermentador. Preciso me preocupar com aeração da cerveja??

    Obrigado.

    Responder
  28. Gibran

    Bom dia David! Massa o seu site hein… gostaria de saber qual é o ideal para carbonatação da red ale. Baixa, média ou alta? Não entendi bem o gráfico. Ela está com um teor em torno de 5,8. Abc

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Gibran,

      Eu que agradeço por fazer parte do Condado da Cerveja =)

      Bem, para uma Red Ale o ideal é manter um nível de carbonatação médio, sendo o recomendável para uma Flanders Red Ale entre 2 a 2,7 e a Irish Red Ale entre 2,4 a 2,8 de volumes de CO2.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  29. JULIO ROSSI

    Boa tarde David!
    Gostaria de saber se existe um prazo máximo para deixar a cerveja em temperatura ambiente após o envase antes de colocá-la pra gelar.
    Receitas dizem entre 7 e 10 dias para as Ales, e como sou iniciante procuro seguir.
    Se ficar mais que este período acontece alguma coisa?

    Muito obrigado pela atenção!!!
    Grande abs.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Julio,

      Quanto a refermentação na garrafa, na verdade ela não tem um tempo exato para se concluir, podendo assim, variar por diversos motivos, tais como: qualidade da fermentação, tempo de maturação a frio, estresse sofrido pela levedura, temperatura de refermentação, homogeneização do priming, quantidade de priming, entre outros.

      Com isso, o ideal é aguardar por um mínimo de 15 dias de refermentação e fazer um “teste” para verificar se já carbonatou, e caso contrário, pode deixar por mais alguns dias sem problemas.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
      1. André

        Boa tarde David!

        Eu só fiz cervejas de alta carbonatação até hoje, e realizo a fermentação em temperatura ambiente por aproximadamente 7 dias, e condicionamento também em temperatura ambiente por no minimo mais 7 dias. No fim do condicionamento realizo a carbonatação com açúcar invertido e no mesmo dia ja coloco sob refrigeração, onde aguardo mais uns 15 dias!
        Eu sou novo no ramo, fiz apenas 5 receitas desde o inicio deste ano, e asa 4 primeiras deram certo seguindo este procedimento, porem minha ultima não completou a carbonatação, fiz uma APA, e ficou bonita em cor e aroma, mas sem nada de gás. Pode ser algo de errado com meu procedimento?

        Grato desde já!!
        Abraços

        Responder
        1. David Silva Autor do post

          Olá André,

          Me esclarece uma dúvida, após o envase você deixa a cerveja em qual temperatura para a refermentação?

          Pergunto pois, a refermentação na garrafa irá percorrer todas as fases de fermentação, assim, o ideal é que após o envase você a mantenha na mesma temperatura de fermentação, ou nesse caso, em temperatura ambiente até a conclusão da carbonatação.

          Vale ressaltar também que a refermentação não tem um tempo exato para se concluir, podendo, portanto, variar por diversos motivos.

          Com isso, aconselho que você deixe essas garrafas em temperatura ambiente por alguns dias, uns 15 dias +/-, e faça um teste para ver o nível de carbonatação delas.

          Forte abraço e ótimas cervejas.

          Responder
          1. André

            Logo após envase coloquei sob refrigeração, e estava a 12°C…

            Obrigado pelas dicas, as próximas vou seguir este padrão.

            Abraços

  30. Fábio Henrique Ribeiro Barbosa

    Cara, estou com um problema. Coloquei algumas garrafas para carbonatar. Algumas delas estão estourando, porém quando abro alguma, elas n carbonataram ainda…Já tem mais de duas semanas q elas estão no processo. Eu tenho certeza q homogenizei após adicionar o priming, etc. Sabe o q pode estar rolando? Eu n tenho um manômetro. Eu já fiz o processo em diversas cervejas e primeira vez q estou tendo problema.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Fábio,

      Me esclarece umas dúvidas, como você procedeu com a sanitização dessas garrafas? E uma outra coisa, na hora da seleção das garrafas você analisou se todas estavam em perfeito estado, sem rachaduras?

      Faço essas perguntas, pois, se você fez corretamente a homogeneização do priming é bom observarmos essas duas questões, a principio.

      Até porque, uma contaminação pode aumentar o nível de carbonatação devido ao consumo de alguns açucares complexos, o que pode causar a explosão dessas garrafas, assim como, se alguma garrafa estiver danificada não irá suportar a pressão durante a refermentação.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  31. Luiz

    Muito bom o texto! me tire uma dúvida… se eu quiser fazer o priming com adição do açúcar mascavo, devo utilizar a mesma quantidade do açúcar refinado? Vou fazer uma Witbier e gostaria de deixa-la com um tom mais escuro, esse açúcar vai fazer essa pequena diferença na cor?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Luiz,

      Isso mesmo pode utilizar a mesma quantidade do açúcar comum.
      Quanto a alteração na cor, como a quantidade do priming é bem pequena, até porque o objetivo dele é a carbonatação, o impacto na coloração geral da cerveja será bem pequena, quase nada…rs

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  32. Gabriel

    Boa noite!

    Faço cerveja desde janeiro, e sempre faço o priming direto na garrafa. Após o fechamento das garrafas dou várias sacudidas nelas para misturar bem o açúcar, e recentemente ouvi q não se sacode pois o co2 que está na cerveja sai e se mistura no headspace, e que pode causar gostos desagradáveis. Procede esta informação?

    Abraço!

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Gabriel,

      Na verdade não problema em “sacudir” as garrafas logo após o envase – desde que não seja muito “bruto” rs-, mas também não se tem a necessidade de fazer essa mistura (nesse caso), até porque, a levedura irá saborear todo o açúcar fermentável que estiver disponível no líquido.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  33. Rômulo Wagner Morastoni

    Olá!

    Vou engarrafar minha cerveja amanhã (08/02), e amigos de um grupo de cervejeiros indicaram utilizar uma solução de 200g de açúcar em 400ml de água para 20l de cerveja, adicionando de 2,5 a 3,0ml em cada garrafa de 300ml. Vejo que se utilizar as proporções indicadas por você aqui no post, usaria 160g de açúcar para uma alta carbonatação. Eu te pergunto se não corro o risco de explosões utilizando esta solução.

    Desde já agradeço.

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Rômulo,

      Por segurança eu recomendo você se basear no cálculo do priming conforme as orientações apresentadas nesse post. E caso venha a fazer a adição individual, utilize a seguinte fórmula para se calcular a quantidade ideal por garrafa:

      Quantidade = (Priming em ml * Tamanho da Garrafa em ml) / Quantidade Cerveja ml

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  34. udo Preeck

    Hallo
    Em relação á temperatura que devo marcar como o indicador maximo para o primming é a temperatura que começa a fermentação (que é sempre um pouco mais alta no meu caso) não baixo a temperatura na maturação visto não ter equipamento. É essa a temperaura de devo marcar?
    OBRIGAADO

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Udo,

      Nesse caso você irá utilizar a temperatura máxima que sua cerveja chegou durante a fermentação, por exemplo, se durante a fermentação a temperatura mais alta for de 22ºC, será essa a temperatura que você deverá utilizar para esse cálculo.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  35. Celso Gimenez de Barros

    Olá David, tudo bem ? O que você acha de fazer o priming com açucar demerara ? Existe muita diferença na qualidade ? A quantidade pode ser a mesma dos outros açucares ?

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Celso, estou ótimo e contigo?

      Pode-se fazer sim, ele é praticamente 100% fermentável, todavia, costuma deixar um “doce” residual característico desse açúcar.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder
  36. Caroline Lousa

    Olá David!
    Eu estou fazendo uma Red Ale e queria saber se posso usar uma calda feita com rapadura?! E qual seria a quantidade em gr de rapadura por litro de cerva?!

    Obrigada

    Responder
    1. David Silva Autor do post

      Olá Caroline,

      Pode sim, e para o cálculo da quantidade você poderá se basear no mesmo utilizado para o açúcar comum, pois a quantidade de açúcares não fermentáveis na rapadura é bem pequena e difícil de se calcular com exatidão devida a imensa variedades encontradas.

      Forte abraço e ótimas cervejas.

      Responder

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